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08 de Março de 2018 - 16:58
CRÉDITO
“Não vamos pagar os mesmos juros de hoje”, diz Maggi sobre Plano Safra

O ministro da Agricultura, Blairo Maggi, reafirmou, nesta quinta-feira (8/3) sua defesa por juros menores no Plano Safra para o ciclo agrícola 2018/2019, que começa em julho próximo. Para ele, com a queda da taxa Selic, hoje em 6,75% ao ano, é natural que o custo do capital de custeio e investimento do setor também seja mais baixo. “Qual taxa vai ser, não sei. Mas não vamos pagar os mesmos juros que pagamos hoje. Não acho justo. Vou trabalhar para que caia a taxa”, disse Maggi, durante visita à Expodireto Cotrijal, em Não-me-toque (RS). No Plano Safra atualmente em vigor, relativo ao ciclo 2017/2018, as taxas de juros variam entre 6,5% e 8,5% ao ano, a depender da linha ou programa acessado pelo produtor. Os níveis atuais estão acima da Selic, o que reforça a demanda por juros menores no próximo plano, principalmente, por parte de produtores e indústria.


Blairo Maggi acredita que a discussão com os ministérios da Fazenda e do Planejamento a respeito do apoio à safra agrícola será “bastante grande”. Ele pontuou, no entanto, que é da equipe econômica do governo a responsabilidade de dizer qual o montante disponível e o custo desse capital para quem quiser contratar a partir de primeiro de julho. "Também não esperem nada antes de primeiro de julho, quando o Plano entra em operação. Vamos seguir a vida normal. Os produtores que tem que fazer pré-custeio, façam. Quem tem que comprar máquina, compre. Façam suas contas", recomendou.


Da parte do Ministério da Agricultura, não se trabalha com o cenário de um Plano Safra com menos recursos. Mesmo com as limitações impostas pela lei que regula os gastos do governo, a chamada PEC do Teto. Segundo Blairo Maggi, já considerando as regras, deve haver um pequeno aumento no montante a ser subvencionado em crédito rural. “Temos um volume de dinheiro. Se queremos taxas mais baratas, vamos ocupar mais espaço financeiro. Se quero mais prazo, com juros menores, menos dinheiro. É uma situação que não tem pra onde correr”, ponderou.


A orientação na pasta é ouvir as lideranças do setor e os produtores rurais. Maggi informou já ter autorizado o secretário de Política Agrícola, Neri Geller, a participar de conversas e debates para entender onde estará concentrada a demanda para o próximo Plano Safra. “Quer comprar máquina com juros mais baratos mais a longo prazo? Vai sobrar menos dinheiro para custeio. Quer mais custeio? Então tem menos dinheiro para máquina na ponta”, lamentou. O secretário de Política Agrícola, Neri Geller, engrossou o coro dos que entender haver espaço para reduzir os juros do crédito rural. Ele argumenta que a taxa Selic mais baixa representa também uma redução de custos para o próprio governo federal. Como tesouro gasta menos, é possível repassar essa margem em crédito mais barato.


Geller informou que a proposta do Ministério da Agricultura para a equipe econômica ainda não está pronta. Evitou, no entanto, sinalizar qual taxa de juros a paste pretende sugerir para o próximo Plano Safra. Garantiu apenas que as condições a serem sugeridas serão baseadas em amplo estudo. “Em vez de diminuir o limite de gastos, vamos trabalhar com a possibilidade de aumentar um pouquinho mais os recursos para o setor. Vamos trabalhar para reduzir a taxa de juros. O que podemos garantir a posição do Mapa é firme na defesa da produção”, disse.

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