Seja bem vindo ao Celeiro do Norte, Sinop/MT, 18/06/2018
09 de Março de 2018 - 10:15
SINOP
Hospital oferece espaços de convivência para proporcionar bem-estar e estimular pacientes

A diretoria do Hospital Regional de Sinop está constantemente buscando melhorias para garantir atendimento humanizado e mais satisfação aos usuários. Por isso, o setor de infraestrutura readequou alguns espaços já existentes na unidade, e criou quatro locais de convivência para os pacientes, acompanhantes e colaboradores: dois na área interna da unidade e dois na área externa do hospital, onde é possível contemplar um jardim.


A iniciativa integra a Política Nacional de Humanização (PNH) – HumanizaSUS que existe desde 2003 para efetivar os princípios do Sistema Único de Saúde (SUS) no cotidiano das práticas de atenção e gestão, qualificando a saúde pública no Brasil e incentivando trocas solidárias entre gestores, trabalhadores e usuários. A PNH deve estar presente e inserida em todas as políticas e programas do SUS. "É um jardim feito com 23 vasos e faz parte de um projeto de humanização incialmente desenhado para deixar a área de sol, que fica em frente às salas de raio-X, mais agradável e climatizada aos pacientes que aguardavam os exames. Eu fico muito feliz por podermos proporcionar um ambiente mais agradável aos pacientes", conta a radiologista Juliana Lobo.


Nos corredores que dão acesso às clínicas médica, ortopédica e cirúrgica, foram instaladas mesas em locais estratégicos para não causarem nenhum tipo de transtorno com relação ao fluxo do serviço hospitalar. Os pacientes e acompanhantes aprovaram e já usufruem os locais para conversar, fazer novas amizades e até mesmo jogar uma partida de dominó no final de tarde, por exemplo. "É o cantinho dos encontros aqui no Hospital e eu achei maravilhosa a ideia, porque não tem preço ser bem acolhido e principalmente ser bem cuidado, e são essas pequenas coisas que nos deixam mais animados. Só quero agradecer pela dedicação e carinho que recebi nesses dias internado na Clínica Médica", conta o paciente Caio Coelho de Marais, de 63 anos.


Nos hospitais, dependendo do diagnóstico, o tempo de permanência de alguns pacientes podem demorar dias e até meses e é nesse período que a relação humana no cuidado de enfermagem junto ao paciente fica mais forte. A enfermeira Lara Rodrigues Felix atua na clínica médica juntamente com mais quatro técnicos e, para ela, os espaços contribuem com a saúde dos pacientes. "Os cardíacos, por exemplo, necessitam de mais interatividade, porque o tempo de tratamento é um pouco mais demorado e eles ficam sempre muito ansiosos. Se eles não têm muitas atividades no dia a dia, tudo piora, o diabetes, a pressão e por aí vai, nesses locais de convivência eles têm encontrado tranquilidade e interação”, explicou.


A psicóloga do Hospital Regional de Sinop,Evelyn Campos, afirma que proporcionar um ambiente acolhedor, diferente do que normalmente o hospital está associado, é importante para promover qualidade de vida como também promoção em saúde mental, física e emocional. "Nós, profissionais da saúde, temos o dever de enriquecer o cotidiano dos nossos pacientes, possibilitando um espaço que estimulem o vínculo afetivo, familiar e relacionamentos interpessoais. Espaços e ações recreativas são elementos facilitadores para a elaboração da fragilidade, da ansiedade, do medo, do sofrimento e de possíveis momentos desagradáveis que a hospitalização geram”.


Saúde e sustentabilidade


O conceito de sustentabilidade é um termo usado para definir ações e atividades humanas que visam suprir as necessidades atuais dos seres humanos, sem comprometer o futuro das próximas gerações e o principal desafio de uma instituição hospitalar é também a atuação sustentável. A engenheira clínica e de infraestrutura da unidade, Monica Soares, afirma que não é apenas a infraestrutura, mas também a conscientização de lideranças e equipes e o engajamento de todos que faz com haja convencimento sobre a importância de mudar os hábitos. "É preciso convencer as pessoas da importância de mudar os hábitos, a quebra de cultura, valorização e otimização de todo material e recursos que temos. O âmbito hospitalar, não é mais somente assistencial. E por que não deixá-lo mais feliz? Não é mais branco e sim colorido e quente. Valorizar o colaborador, o acompanhante e também nossos pacientes é nossa missão. E as áreas de conivência são perfeitas para isso”, concluiu.

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