Seja bem vindo ao Celeiro do Norte, Sinop/MT, 23/06/2018
14 de Março de 2018 - 09:54
APELO
Prefeito em exercício solicita apoio do MPE para reverter caos da saúde

Após o amplo debate ocorrido na Câmara de Vereadores na última segunda-feira (12), envolvendo a situação caótica da saúde pública em Sinop, o prefeito em exercício, Gilson de Oliveira (PMDB), acompanhado do secretário de Saúde Arnaldo Catelan e vereadores estiveram reunidos na tarde de ontem (13), com o promotor Pompilio Paulo Azevedo Silva Neto. A pauta do encontro mais uma vez como já ocorreu em outubro do ano passado foi solicitar apoio e medidas cabíveis jurídicas do Ministério Público Estadual (MPE), visando cobrar do Governo do Estado de Mato Grosso a aplicação integral dos recursos destinados a saúde conforme determinado pela Lei Orçamentária Anual (LOA). Conforme declarações dos vereadores registradas na reportagem da página 03, a Secretária Estadual de Saúde (SES) cortou o repasse de verbas e a nova administração do Hospital Regional trabalha com apenas 55 dos 148 leitos disponíveis anteriormente.


A diminuição do atendimento no Hospital Regional de responsabilidade do Governo Estadual, vem ocasionando superlotação na UPA e levando ao colapso o atendimento da rede municipal de saúde. Em entrevista ao Celeiro, o líder do prefeito na Câmara de vereadores Joacir Testa (PDT), informou que o promotor Pompilio Azevedo pediu toda a documentação necessária para que possa tomar conhecimento da situação e melhor atender a demanda das lideranças locais. “O secretário de Saúde Arnaldo Catelan está protocolando ainda hoje, todos os documentos necessários e esperamos que MPE possa fazer o seu papel e dar os encaminhamentos jurídicos que se fazem necessários”, relatou.


Conforme Joacir, durante o ano de 2017, o Governo Estadual deixou de efetuar os repasses legais para o Hospital Regional, a Prefeitura de Sinop foi obrigada a fazer vários remanejamentos de verbas e investir somente na saúde o montante de R$75 milhões correspondendo a mais de 35% do bolo orçamento, 20% ou R$ 43.135.157,50 a mais do que determina a Lei de Responsabilidade Fiscal. “Quando estamos na nossa família, fazendo a reforma da nossa casa e um dos nossos filhos fica doente o que fazemos, suspendemos a obra. Foi o que a administração municipal fez, direcionou os recursos para suprir a lacuna na saúde”, exemplificou. Ao finalizar o líder do prefeito destacou que a situação dramática da saúde pública em Mato Grosso dificilmente será equacionada em curto espaço de tempo. “A melhora da saúde passa pela mudança de governo”, resumiu.

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