Seja bem vindo ao Celeiro do Norte, Sinop/MT, 20/08/2018
18 de Abril de 2018 - 08:46
SORRISO
Secretário nega situação de pânico e garante distribuição de vacina na próxima semana

A morte da professora Camila Ramos de Souza de 29 anos ocorrida no último domingo (15) gerou comoção e pânico em Sorriso. O atestado de óbito consta pneumonia bacteriana a causa da morte e a diretora do Hospital Regional informou que o exame que pode apontar ou descartar a infecção por H1N1, ficará pronto em 30 dias. O procedimento está sendo realizado num laboratório no Rio de Janeiro. Na segunda feira (16) após várias informações veiculadas na imprensa local e redes sociais ocorreu grande procura por vacinas. Uma fonte do Celeiro informou que apenas na segunda feira até o final da manhã de ontem (terça-feira) mais de 2.500 pessoas acorreram em busca de informações e vacinas nas clinicas particulares e postos de saúdes.


Diante da situação alarmante e para evitar o pânico entre a população, o secretário municipal de saúde Devanil Barbosa convocou uma coletiva de imprensa para explicar a situação envolvendo a morte da professora Camila e que culminou na investigação de uma possível infecção por H1N1. Devanil afirmou que todos os procedimentos cabíveis estão sendo tomados e que não há motivos para medo ou pânico. “Estamos levantando os dados e quero deixar bem claro que não precisamos entrar em pânico. Nós não temos até o momento nenhum caso confirmado de H1N1. No momento do levantamento da suspeita a vigilância epidemiológica foi notificada pelo Hospital Regional de Sorriso”, afirmou.


O secretário declarou que na próxima semana a vacina será disponibilizada nos postos de saúde. A imunização será gratuita, mas, inicialmente, apenas alguns grupos serão prioritários. São eles: doentes crônicos (pessoas que tenham HIV/Aids; transplantados, cardiopatias etc); crianças de 6 meses a menores de 5 anos; gestantes; puérperas (mulheres no período até 45 dias após o parto); trabalhadores de saúde; povos indígenas; idosos; adolescentes e jovens de 12 a 21 anos de idade sob medidas socioeducativas; e população privada de liberdade e funcionários do sistema prisional. Os vírus de influenza que atualmente circulam no Brasil são o H1N1 e H3N2 e influenza B. A vacina contra gripe, cuja campanha inicia na segunda, protege contra estes tipos de três vírus.


Perguntado sobre as medidas adotadas pela vigilância nos ambientes mais frequentados pela professora Camila, o secretário não informou os detalhes, mas disse que foi adotado um protocolo. “E foi estudado sobre quem deveria tomar ou não medicação, orientação e disso disseminou informações para seguir orientações. Quando acontece um fato como esse, as pessoas têm insegurança, mas a gente colocou a nossa equipe de saúde informada, e na UPA, colocamos mais equipe lá”. O secretário disse que estão sendo acompanhados os parentes da professora Camila – que estão internados no Hospital Regional de Sorriso com sintomas semelhantes. “Eles estão estáveis. Eu conversei com um deles. Ele está no hospital, mas apenas como isolamento protetivo”.


UPA


Ao sentir os sintomas da gripe, Camila teria ido à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) por pelo menos cinco vezes. Segundo a família, ela foi diagnosticada com virose em todas as ocasiões. O atendimento recebido foi questionado. Ainda durante a coletiva, o secretário disse que o caso está sendo monitorado. “Quanto à conduta, não podemos dizer que tenha tido uma falha, porque há um protocolo a ser seguido. Ela foi atendida todas as vezes na UPA, há descrição da avaliação do médico, indicação dos exames e conduta prescritas. Existem muitas reclamações [sobre o atendimento na UPA], mas nós precisamos pegar essas reclamações no universo de 9 a 10 mil pessoas atendidas. Tem público que chega lá e que não é de urgência e emergência. Somos conscientes de que todo sistema precisa melhorar e estamos abertos para isso”.

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