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12 de Julho de 2018 - 09:31
PESQUISA
Frete mínimo custará R$ 3,3 bilhões à indústria de São Paulo

Uma pesquisa realizada pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) com 400 companhias aponta que o gasto adicional do setor empresarial com o tabelamento do frete será de R$ 3,3 bilhões no período de junho a dezembro de 2018. A pesquisa foi divulgada nesta quarta-feira (11/7), no dia da aprovação pela Câmara dos Deputados da Medida Provisória 832, que colaborou para colocar um fim à greve dos caminhoneiros em maio garantindo um valor mínimo de frete aos trabalhadores do setor. O setor produtivo, contrário ao projeto, cogita repassar esse custo para os preços, penalizando os consumidores. "O tabelamento dos valores de frete representa um grande retrocesso. Fixar preços mínimos viola o princípio da livre-iniciativa e é ineficaz", afirma José Ricardo Roriz Coelho, presidente em exercício da Fiesp.


De acordo com a pesquisa, o custo adicional mensal com a nova tabela de frete chega a R$ 469,6 milhões. Dos entrevistados, 55,3% pretendem repassar, integralmente ou parcialmente, o aumento do frete para o preço do produto. As companhias argumental que já sentem esse reflexo no preço de seus insumos: 50,1% sentiram o aumento do preço de insumos quando o valor do frete é pago pelo fornecedor. O impacto foi de 2,0% sobre o gasto com insumo das empresas. “Depois de três anos pressionadas pelo fraco desempenho da economia, as indústrias paulistas estão com pouca margem para absorver este aumento do preço do frete sem repassar para os preços dos seus produtos”, diz Coelho. “No entanto, este repasse estará ocorrendo em um momento de fraca recuperação da economia, o que deve levar a uma queda das vendas, conforme projetado pelas próprias empresas que participaram da pesquisa."


Dos entrevistados, 24,5% projetam redução das vendas de seus produtos, que podem cair 1,7%. Para que essa queda não seja ainda maior, 14,2% das empresas precisaram dar desconto no valor de seus produtos quando o frete é pago pelo cliente. O desconto representou 0,5% sobre as vendas empresas. A maioria das empresas (59,5%) sentem com mais força o impacto do novo frete por não possuir frota própria. E, das 39,1% que possuem frota própria, 28,2% afirmaram que sua frota atende totalmente a necessidade de frete da empresa.

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