Seja bem vindo ao Celeiro do Norte, Sinop/MT, 10/12/2018
13 de Julho de 2018 - 09:11
RECADO
“Não podemos nos calar diante da corrupção”, afirma Selma Arruda

A pré-candidata ao Senado pelo PSL, Selma Arruda, disse ao Celeiro que seu ingresso na política não foi algo ocasional, mas sim em decorrência de toda a sua trajetória na magistratura e do contexto brasileiro, que a deixou indignada. “A política está impregnada pela corrupção e nossas leis geram a impunidade. Temos o exemplo, aqui em Mato Grosso. Um condenado, acusado de supostamente roubar R$ 1 bilhão dos cofres públicos, em pouco mais de um ano, faz um acordo de delação de apenas R$ 80 milhões para pagar em 20 anos e vai para casa com uma tornozeleira curtir a vida milionária. Esse e outros políticos usaram os cargos públicos com o intuito de roubar e ficar milionário. A ideia deles era ver o quanto tinha de recurso disponível e qual o melhor método de roubá-lo, ao invés de aplicar em saúde, pavimentação asfáltica, educação, segurança e habitação”, exemplificou.



A juíza aposentada, ainda, pontuou que alguns dos condenados por corrupção, ao decidirem fazer a delação, praticam extorsão com outros políticos. “Eles mandam o recado. Me passa milhões ou eu te coloco na lista também. E aí faturam outra bolada, igual ou maior que a que já roubaram, e fica a ideia de que compensa ser corrupto no Brasil”, denunciou.


Resistência familiar


Selma destacou a resistência da família ao tomar conhecimento da sua decisão de ingressar na política. “Minha neta de 13 anos falou: ‘Vó, a senhora sempre foi honesta e justa, tenho medo de que vão lhe chamar de corrupta’. A mesma preocupação foi demonstrada por minha mãe, de 93 anos. Fiquei perplexa. O que essa gente fez com o Brasil nos últimos anos... A opinião de uma menina de 13 anos é igual a de uma idosa de 93. A política corrupta, além de assaltar os cofres públicos, roubou a esperança da nossa gente, que já não acredita em mais nada”.


Libertar o Brasil


As interrogações da família serviram de estímulo para que Selma decidisse ingressar na política para somar forças com outras lideranças, que não se corromperam e que estão dispostas a mudar o atual quadro. “Não adianta planos de governo, projetos ou qualquer outra medida. O Brasil, somente, será a grande nação quando combater a corrupção e garantir que os recursos orçamentários sejam devidamente aplicados na sua totalidade, sem desvios, superfaturamento e apadrinhamentos. Não podemos nos calar diante da corrupção. Precisamos mudar e aperfeiçoar as leis para que os políticos tenham certeza de que o roubo não compensa e, assim, iremos liberar o Brasil da corrupção e restabelecer a credibilidade da classe política junto à população”, resumiu.


Parceiros de primeira hora


O ex-prefeito de Sorriso, Dilceu Rossato, e o empresário rural, Gilberto Possamai, foram, segundo Selma, os maiores responsáveis pela definição da sua pré-candidatura ao Senado. “Ao conhecer o Rossato pessoalmente e ouvir dele vários conselhos, foi um grande aprendizado, fiquei apaixonada pela sua forma de atuar. O Gilberto, meu primeiro suplente, é uma pessoa límpida, competente e grande aglutinador. Fico feliz ao ouvir tantas pessoas que afirmam que pretendem votar em mim pela amizade que eles têm com ele”, ressaltou.

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