Seja bem vindo ao Celeiro do Norte, Sinop/MT, 10/12/2018
20 de Julho de 2018 - 09:58
ELEIÇÕES
“Selma não repetirá trajetória de Pedro Taques” garante Rossato

Faltando menos de três meses para as eleições gerais de 7 de outubro, o quadro eleitoral, ainda que indefinido, já sinaliza a potencialidade de algumas pré-candidaturas. Estreante na política, a juíza aposentada Selma Arruda (PSL) já conseguiu polarizar a disputa por uma cadeira no Senado. Mato Grosso tem três representantes no senado e o mandato de dois senadores encerra-se em dezembro de 2018. São eles: Blairo Maggi (PP), que se licenciou para ocupar a pasta do Ministério da Agricultura, e Pedro Taques (PSDB), que renunciou ao mandato e se elegeu governador de Mato Grosso. Taques foi Procurador da República por 15 anos e, em março de 2010, pediu exoneração do cargo e foi eleito senador nas eleições daquele ano.


Sua brilhante atuação no Senado rendeu-lhe reconhecimento nacional na mesma proporção dos nove anos de exercício no Ministério Público Federal, em Mato Grosso, oportunidade em que foi decretada verdadeira cassada contra o crime organizado, que resultou na prisão de muitos criminosos, dentre eles, o bicheiro João Arcanjo Ribeiro. A trajetória dos 22 anos da juíza aposentada Selma Arruda também conquistou notoriedade nacional, sendo considerada a “Sérgio Moro de saia”. Ela bateu de frente com a corrupção na máquina pública estadual de Mato Grosso e conseguiu mandar para a cadeia o ex-governador Silval Barbosa e o ex-presidente da Assembleia Legislativa, José Riva.


Após decidir ingressar na política, assinou ficha no PSL, de Bolsonaro. Sua definição partidária ocorreu depois de várias conversas com ex-prefeito Dilceu Rossato e o produtor rural Gilberto Possamai, ambos de Sorriso. Em recente evento do PSL, em Sorriso, Rossato, que também apoiou a campanha vitoriosa de Taques ao Senado em 2010, garante que Selma não repetirá a trajetória do atual governador. “Quando ainda era pré-candidato a governador, convidei Selma para ser minha vice e ela, prontamente, não aceitou. Ela afirmou não possuir vocação de gestão, e sim de legisladora, e uma das suas motivações é adequar as leis para que corruptos condenados por corrupção cumpram suas penas e não sejam, em decorrência de leis falhas, colocados em liberdade para desfrutar dos milhões desviados dos cofres públicos”, assegurou.


O ex-prefeito ainda explicou que apoia a pré-candidatura de Selma ao Senado por confiar plenamente na sua integridade e capacidade. “Minha família sempre discordou de eu ser político. Vou ficar realizado com a Selma no Senado, aprimorando nossas leis e lutando junto com o Bolsonaro para acabar a corrupção e ouvir da minha filha que valeu a pena eu ser político”, resumiu.


Combate a corrupção é prioridade


A pré-candidata ao Senado pelo PSL, Selma Arruda, disse ao Celeiro que seu ingresso na política foi em decorrência da indignação frente a corrupção e impunidade. “Temos o exemplo, aqui em Mato Grosso. Um condenado que confessou ter ajudado roubar R$ 1 bilhão dos cofres públicos, em pouco mais de um ano. Fez um acordo de delação, está em casa com uma tornozeleira e vai devolver apenas R$ 80 milhões que serão pagos em 20 anos. Pior ainda, é ao fazer o acordo cobrar vinte ou quarenta milhões como forma de não delatar outros envolvidos. Do jeito que estão as leis, fica a impressão de que compensa roubar e prometo lutar no Congresso Nacional aprovando novas leis que possam reverter esta situação. É por isso, que estou aqui, apesar da contrariedade da minha mãe de 93 anos e da minha neta de apenas 13 anos.”, justificou.


Selma apontou que não adianta definir prioridades se os recursos públicos continuarem sendo desviados. “A partir do momento em que colocarmos um ponto final na corrupção, o dinheiro chegará para a saúde, segurança, educação e habitação e a crença na política será resgatada. O atual quadro de corrupção fez com pessoas de diferentes idades, como o caso da minha mãe e da minha neta, deixassem de acreditar nos políticos. Quero que minha mãe e minha neta assim como todos os brasileiros, passem a acreditar na política e saber que valeu a pena deixar de desfrutar da minha aposentadoria para continuar combatendo a corrupção, agora não apenas no papel de secar a água que escorre, mas poder fechar a torneira”, acentuou.


Parceiros de primeira hora


O ex-prefeito de Sorriso, Dilceu Rossato, e o empresário rural, Gilberto Possamai, foram, segundo Selma, os maiores responsáveis pela definição da sua pré-candidatura ao Senado. “Ao conhecer o Rossato pessoalmente e ouvir dele vários conselhos, foi um grande aprendizado, fiquei apaixonada pela sua forma de atuar. O Gilberto, meu primeiro suplente, é uma pessoa límpida, competente e grande aglutinador. Fico feliz ao ouvir tantos eleitores afirmarem que pretendem votar em mim pela amizade que eles têm com ele”, ressaltou.

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