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16 de Novembro de 2018 - 02:15
IBGE
MT tem queda no PIB em 2016, mas sobe no ranking nacional e fica em 13º

O Produto Interno Bruto (PIB) de Mato Grosso em 2016 teve retração de 6,3% em comparação com 2015 e só não foi supeiror ao do Piauí e do Amazonas, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (16) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A soma de tudo o que foi produzido no estado naquele ano chegou ao montante de R$ 123,83 bilhões, o que deixa Mato Grosso na 13ª posição no ranking nacional. Os cinco estados com maior participação no PIB do país em 2016 foram São Paulo (32,5%), Rio de Janeiro (10,2%), Minas Gerais (8,7%), Rio Grande do Sul (6,5%) e Paraná (6,4%). Juntos, eles concentravam 64,4% da economia brasileira. Apesar da retração na economia, Mato Grosso aumentou a participação na economia nacional, de 1,8% para 2,0%, e saltou uma posição na lista de posição relativa segundo o PIB, da 14ª para a 13ª.


PIB per capita


Por outro lado, o estado registra um dos maiores PIB per capita do país e foi o estado que mais avançou nessa classificação, passando de 11º em 2002 para 4º em 2016. Perde para o Distrito Federal, Rio de Janeiro e São Paulo. Em 2002, o PIB per capita era de R$ 7,2 mil e, em 2016, de R$ 37,4 mil. O PIB per capita mede quanto, do total de bens e serviços produzidos, cabe a cada pessoa se todas tivessem partes iguais. O desempenho do estado, nesse caso, é positivo em relação à maioria das unidades da federação.


Agricultura


O desempenho de agricultura, inclusive apoio à agricultura e a pós-colheita explica em grande medida o ganho relativo em valor e a queda em volume, já que nesta atividade houve redução da produção em quantidade, mas também valorização de preços. O setor agropecuário tem desempenho destacado na economia deste estado e em 2016 apresentou queda em volume de 22,4%. O resultado justifica-se sobretudo pela agricultura, inclusive apoio à agricultura e a pós-colheita, que representou 18,6% da economia do estado em 2016 (15,9% em 2015). A queda em volume de 28,2% desta atividade esteve atrelada às condições climáticas desfavoráveis, devido à forte estiagem ocorrida em especial no período de segunda safra. O cultivo de soja, destaque na economia mato-grossense, foi amplamente atingido, bem como as culturas de algodão e milho. Conduto, a atividade teve resultado positivo em valores correntes devido ao aumento de preços e redução de custos de alguns dos principais insumos para a produção.


Pecuária


Enquanto isso, na pecuária, inclusive apoio à pecuária, o crescimento em volume de 4,0% foi impulsionado pela criação de bovinos.


Queda


A Indústria apresentou queda em volume de 4,5%, em que pesou em grande medida o desempenho da atividade de construção, com decréscimo de 12,9%. Tal resultado vinculou-se ao contexto nacional de retração da Construção em função da queda de investimento, com destaque para a retração nas obras de infraestrutura. Já em indústrias de transformação, a queda de 0,9% ocorreu principalmente devido à fabricação de álcool e biocombustíveis. Serviços sofreu a menor queda em volume entre os três setores, -1,9%, e teve sua participação no valor adicionado bruto da economia mato-grossense reduzida em função do ganho relativo da agropecuária, em valores correntes.


As atividades que mais influenciaram o resultado em volume do estado foram comércio e reparação de veículos automotores e transporte, armazenagem e correio, que apresentaram queda de 9,4% e 5,0%, respectivamente. Porém, outras atividades de grande participação no setor tiveram desempenho em volume positivo, o que contribuiu para conter parcialmente o resultado de Serviços, sendo elas: administração, defesa, educação e saúde públicas e seguridade social, 2,0%; atividades imobiliárias, 2,6%, e Educação e saúde privadas, 4,5%.

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