Seja bem vindo ao Celeiro do Norte, Sinop/MT, 14/08/2020
01 de Julho de 2020 - 08:34
GESTÃO
Após aumento de denúncias, secretário de saúde é convocado a prestar contas

Com o objetivo de acelerar a tomada de providências, por parte dos gestores públicos, o governo federal lançou (no dia 20 de março) a Medida Provisória (MP) 926/20 que dispensa licitações e outras formalidades para a realização de obras e aquisição de bens e serviços, voltados para o combate e enfrentamento da emergência de saúde pública, decorrente do coronavírus. Apesar da desburocratização ser um benefício, a medida abre brecha para a prática de irregularidades, por gestores mal-intencionados. Mato Grosso é um desses estados, onde, supostamente, estão sendo cometidas irregularidades na gestão dos recursos enviados pelo governo federal para serem investidos na saúde pública.


Denúncias


Na segunda-feira (29/06) os representantes do Conselho Regional de Medicina (CRM), Sindicato dos Médicos (Sindimed), Conselho Regional de Enfermagem (Coren), Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (Crefito) e Sindicato dos Servidores Públicos da Saúde do Estado de Mato Grosso (Sisma), durante reunião extraordinária da Comissão de Saúde da ALMT, realizada na Assembleia Legislativa de Mato Grosso, apresentaram denúncias que apontam a precariedade das condições de trabalho ofertadas a profissionais da saúde que estão na linha de frente no combate ao coronavírus. Entre as diversas queixas, estão a baixa qualidade e a quantidade, insuficiente dos Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) disponibilizados, e até mesmo casos de coação e ameaças a trabalhadores, o que acaba facilitando a contaminação dos profissionais de saúde, além de afetá-los psicologicamente. 


Em matéria veiculada (dia 13 de junho) no site "issoenoticia", o médico pneumologista Wagner Malheiros, de Cuiabá, afirmou que jamais utilizaria em seus pacientes os respiradores Amoul T7, adquiridos pelo governo do estado, para serem usados no combate à pandemia da Covid-19. Malheiros afirma que a própria fabricante explica que o modelo é de transporte e emergência, ou seja, não é adequado para o tratamento da Covid-19 em UTI´s e coloca a vida dos pacientes e dos profissionais da saúde em risco. Os 100 respiradores custaram aos cofres do governo de MT R$ 6,8 milhões e foram anunciados como sendo três vezes mais baratos do que os adquiridos por outros estados. 


Assessoria de Imprensa

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