Seja bem vindo ao Celeiro do Norte, Sinop/MT, 10/07/2020
2013-05-08 de 07 de
Desafios de Mato Grosso



Mato Grosso completa amanhã, 9 de maio, 265 anos de história. A trajetória deste Estado com dimensões continentais pode ser dividida em três etapas. A primeira incursão aconteceu em 1525 com a chegada dos descobridores do Brasil, liderados por Pedro Aleixo Garcia. A segunda, pelos bandeirantes que iniciaram em 1718 a corrida pelo ouro e demais minérios, comandados por Pascoal Moreira Cabral. As conquistas dos bandeirantes foram reconhecidas em 1750 com a assinatura do tratado de Madri. Entre 1750 até o ano de 1970, Mato Grosso permaneceu chamando a atenção principalmente pela sua grandeza e exuberante beleza natural. A terceira etapa teve início a partir da chegada dos sulistas, os “bandeirantes da agricultura brasileira”.


Nessas últimas três décadas, Mato Grosso encontrou sua verdadeira vocação, a de ser o grande “Celeiro” da humanidade. Esta tese ficou confirmada com a liderança nacional do Estado na produção de grãos, seguida da condecoração oficial de Sorriso, como a Capital Nacional do Agronegócio, outorgada recentemente pelo Congresso Nacional. As planícies a perder de vista, intercalando o verde e amarelo das plantações, mais parecendo um quadro de magnífica beleza, moldado por um “Picasso” ou “Van Gogh”, poderiam ser resumidas pela afirmativa bíblica da terra onde corre “leite e mel”.


A realidade infelizmente é outra. O campo produz safras recordes com uma agricultura de primeiro mundo, que não consegue sequer ser escoada diante da incompetência governamental. Não temos estradas, ferrovias ou hidrovias. O FETHAB, imposto cobrados dos produtores com a finalidade de construir casas populares e rodovias, está sendo desviado para bancar a folha e as obras da Copa do Mundo. O quadro de incertezas ganha cores cinzentas, com a manipulação ambiental e indígena, trazendo insegurança jurídica a quem se arrisca a produzir alimentos.


Enfim, nesta etapa histórica do Mato Grosso, vários desafios estão pela frente, bem maiores daqueles enfrentados pelos descobridores e bandeirantes. A logística, questão indígena e ambiental, merecem atenção especial e posicionamento firme dos nossos homens e mulheres, sob pena das futuras gerações perderem seus direitos de continuarem fazendo a história de seus antepassados. Parabéns a todos que acreditaram nesta terra e continuam lutando pela construção do grande “Celeiro do Mundo”.


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