Seja bem vindo ao Celeiro do Norte, Sinop/MT, 13/12/2017
2015-03-13 de 12 de
Não Dom Raymundo



Depois da inquisição e da pedofilia, as declarações do presidente da Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Cardeal Raymundo Damasceno, me fizeram sentir vergonha de ser católico. A justificativa de que as manifestações e o pedido de impeachment poderiam enfraquecer a democracia é o mesmo que defender a inquisição como um mal “necessário”.


Elementos que enfraquecem a democracia são muitos e precisaria de várias páginas para enumerar todos. Vou me ater apenas a alguns que influenciam diretamente na vida de todos os cristãos. A roubalheira institucional e sistêmica, implantada pelo PT, contraria o sétimo mandamento da Igreja Católica, “não roubar”. A demonização dos seus adversários, de iniciativa da presidente Dilma Rousseff (PT), durante a campanha eleitoral, fere o oitavo mandamento da Igreja Católica, “não levantar falso testemunho” (matar com a língua, desmoralizar).


Dom Raymundo, ao assinar a nota de recomendação, virou as contas ao seu rebanho, desemparado e à beira do precipício. Nunca, no decorrer da minha vida, vivenciei tanta “engenharia política”, objetivando assaltar os cofres públicos, causando milhares de mortes por falta de atendimentos médicos hospitalares, inflação alta corroendo salários e empurrando milhares de brasileiros para a falência e o suicídio.


Dom Raymundo precisa, antes de servir de avalista das falácias da presidente, vir ao encontro do seu rebanho, apascentar as ovelhas machucadas e ser o grande líder na travessia desse mar de “lamas”.


A nossa Igreja Católica milenar, santa e pecadora, não pode se apequenar em defender legalidade onde reina a ilegalidade, a manipulação, a mentira e o ódio do sistema que transforma bandidos em heróis nacionais. Herói é o brasileiro que sobrevive com o salario mínimo, o empreendedor que gera oportunidade de empregos, o produtor que semeia esperanças e colhe incertezas.


O que enfraquece a democracia é a dilapidação da dignidade da nossa gente, o roubo dos nossos sonhos. O Brasil já passou por um impeachment e saiu revigorado democraticamente e moralmente. Precisamos recuperar a autoestima da nossa gente, o seu poder de indignação anestesiado por uma overdose diária de inversão de valores que brota no Palácio do Planalto.


Mesmo envergonhado, continuarei firme nos meus princípios cristãos. Peço, humildemente, a Deus para que abra os olhos do nosso líder Damasceno e que possa revigorar o seu sentimento de cristão e patriota, para que possamos somar forças em defesa da família, da liberdade, da justiça social e do fim do ateísmo, aflorado nos últimos anos.


Não podemos servir a dois senhores ao mesmo tempo, ascender uma leva para Deus e outro ao diabo. Chegou a hora de separar o “joio do trigo”.  Vamos para a rua sim, e que Deus salve a nossa amada nação.


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