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2015-04-15 de 12 de
Tecnologização da educação contemporânea

O processo de inclusão digital na educação, é tema corrente em debates sobre o processo de ensino-aprendizagem nos fóruns, palestras, que seja presencial ou virtual, dos últimos anos, pois cada vez mais a cibertectologia tem invadido o mundo da escola e, por conseguinte professores e estudantes se vêem envolvidos pelos avanços tecnológicos, bem como pelas suas implicações. A maneira como a escola, professores e estudantes produziam ou reproduziam e ainda produzem conhecimentos vem sofrendo alterações nos últimos anos, pois a velocidade com que as informações chegam até os pontos conectados ao ciberespaço torna os conhecimentos obsoletos em pouco tempo, forçando os trabalhadores a tornarem-se aprendizes permanentes, pois o que aprenderam no inicio da carreira profissional, pouco ou quase nada será útil no final dela. Assim do ponto de vista social e cientifico, são totalmente relevantes as discussões a cerca do uso das novas tecnologias da informação e comunicação no mundo educacional, pois pode contribuir com a análise do como professor e aluno se portam em relação à educação neste mundo tecnologizado.



Entender como o professor e o estudante se comportam pedagogicamente no processo de ensino-aprendizagem com o uso das Novas Tecnologias da Informação e Comunicação (NTICs), entender como está sendo feita a inclusão digital, ou melhor, a inclusão sociodigital, sua utilização na construção do saber, o aprimoramento dos softwares educacionais e de desenvolvimento técnico-profissional, é de fundamental importância para a educação contemporânea, pois as novas tecnologias da informação e comunicação tem transformado o conhecimento em algo imaterial, fluido e indefinido, por meio de suportes digitalizados, trazendo consigo processos provocadores de rupturas: como a interatividade, a manipulação de dados, a correlação dos conhecimentos entre si por meio de links, das redes sociais e hipertextuais, a pluralidade, o fim das fronteiras rígidas entre textos-margem e autores-leitores, enfim as transformações provocadas pelas novas tecnologias à sociedade contemporânea tem criado alterações jamais vistas na história da humanidade, dando novas re-significações ao trabalho, ao lazer, às relações inter e transpessoais e ao acesso conhecimento.


Os suportes digitais, as redes, os hipertextos são, a partir de agora, as tecnologias intelectuais que a humanidade passará a utilizar para aprender, gerar informação, ler, interpretar a realidade e transformá-la.


Segundo o filósofo Frances Pierre Lévy, a memória coletiva torna-se ainda mais dinâmica: da objetividade restrita de um único narrador, e das bibliotecas de livros e documentos, passamos à rede de computadores, na qual a história vai sendo escrita dia a dia, bit a bit, não por um autor, mas por uma infinidade de vozes e olhares, sem a rigidez e caráter definitivo e estático da empresa, mas com a dinamicidade da própria cultura humana, continuamente modificada e atualizada por milhares de pessoas.


Deduzo que a produção do saber, ou do conhecimento, para a educação na sociedade contemporânea está efetivamente ligada ao ato de ler, que por sua vez gera um pensar, que produz um questionamento, que leva a análise, e traz uma reflexão para uma tomada de decisão, a qual leva a uma ação conclusiva, para ter-se então a compreensão do fato.


É de se perguntar, frente a toda essa gama de desenvolvimento tecnológico na educação, mas não só na educação, qual será o papel do professor, do aluno, enfim quem será o papel do ser humano enquanto ente produtor do conhecimento. Será um papel de espectador? Será um papel de mediador? Será um papel de agente produtor do conhecimento? O ponto principal é que o professor torna-se um agente na produção do conhecimento, não um massificador, transmissor de informação, ou de conhecimento, criador de comodismo.  O professor deverá se reinventar, torna-se, como diz Pierre Lévy um animador do conhecimento.  O momento é, por tanto, decisivo para que se descubra o valor do espaço escolar e para que o perfil do professor, mas não só deste, mas do aluno também, seja modificado, adaptado aos novos tempos. Aos tempos da cibertecnologia, do ciberespaço.


Será que o Professor tem visto a Educação como um fator para a produção de conhecimento? Até que ponto a educação tecnologizada pode contribuir para a formação de professores e manter os paradigmas básicos para que o aluno seja capaz de conhecer as normas textuais? São questões a serem estudadas, e refletidas a fundo, pois a maneira como o ensino tem sido conduzido, tem causado certo comodismo na educação, na cultura e na sociedade.


O tempo dirá. Mas não adianta ficar sentado na arquibancada da vida. Há de se levantar e vislumbrar além do horizonte, além de onde a vista alcança. Além da tecnologia fria e efêmera.


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