Seja bem vindo ao Celeiro do Norte, Sinop/MT, 13/12/2017
2017-11-30 de 12 de
A importância da felicidade nos negócios

O que é felicidade?


Se buscarmos no dicionário, encontraremos: “qualidade ou estado de feliz; estado de uma consciência plenamente satisfeita; satisfação, contentamento, bem-estar. ” Ou seja, felicidade pode-se dizer que é o estado de quem é feliz, é uma sensação de bem-estar e contentamento, que geralmente ocorre por vários motivos, seja por um sonho realizado, um planejamento que deu certo, uma meta batida ou até mesmo pelo simples fato de ser uma pessoa conhecida por sempre estar de bom humor e feliz, nesse último exemplo não é necessário um motivo específico para ela estar neste estado de contentamento.



Porém, nem todas as pessoas são assim todos os dias, alegres e de bom humor, não é mesmo?! Se dentro da nossa casa com a nossa família não é assim, porque no nosso ambiente de trabalho seria diferente? Muitas vezes percebemos um colega triste, cabisbaixo ou um pouco mais alterado e nervoso, inclusive nós mesmos já nos sentimos da mesma maneira. Se o mundo corporativo é uma extensão de nosso mundo pessoal, e tanto o mau humor quanto a alegria, podem ser contagiantes. Não importa o caminho que escolhamos, percalços irão aparecer, porque uma vida sem conflitos é irreal, e o que mais nos diferencia enquanto seres humanos é nossa capacidade de lidar com nossas imperfeições.


Da mesma forma que a felicidade é contagiante, a pessoa que é muito pra baixo contagia as pessoas em volta, principalmente se ela estiver numa posição de liderança, quando é por exemplo o dono de uma empresa, por isso é necessário refletir na mensagem que se deseja passar para as pessoas dentro da organização. Dificilmente um funcionário que esteja infeliz realizará um ótimo serviço.De acordo com a Great Place to Work (GPTW), empresa de pesquisa, consultoria e educação dedicada ao estudo de clima e cultura organizacional, um estudo revelou 04 motivos pelos quais salários e benefícios não são suficientes para o trabalhador; que são:


1º - As pessoas não trabalham só por dinheiro, mas porque fazem algo que lhes dá prazer: diversos estudos mostram também que ter aumentos de salário geram satisfação e produtividade, porém momentâneas, pois a longo prazo isso não se sustenta. Não é à toa que exista o trabalho voluntário, pois muitas pessoas trabalham de graça, buscando o senso de realização como moeda troca.


2º - Não é interessante que as organizações ofereçam somente salários, pois os benefícios são complementos tão relevantes quanto o dinheiro recebido no final do mês. Os benefícios, sejam eles: assistência médica, vale alimentação, vale cultura, bolsa de estudo, enfim, todos aqueles tipos de benefícios que são opcionais ao empregador, têm um relevante papel fidelizador, pois diminuem a rotatividade de empregados, faz com que eles se sintam mais valorizados.


3º - Quando a missão da organização é bastante clara e bem trabalhada com os colaboradores, os mesmos compram a ideia, porque eles entendem que há um propósito que representa muito mais que qualquer salário.


4º - E por fim, não há salários e benefícios que cubram um bom ambiente de trabalho. Trabalhar em organizações que prezam pelo seu clima organizacional não tem preço! Os funcionários ficam mais satisfeitos, se sentem felizes quando trabalham em ambientes de trabalho com oportunidades de crescimento, qualidade de vida e alinhamento de valores.


O que se percebe é que ao longo do tempo, as pessoas deixaram de encarar o trabalho como um fardo e começam a relacioná-lo ao seu nível de bem-estar. O conceito sobre “trabalho” como aprendemos a conhecê-lo já não se adequa mais para o homem contemporâneo, que diz que não trabalha simplesmente para “pôr comida na barriga”, não trabalha para sobreviver e sim para fazer transformações no mundo, para tornar ele melhor, para deixar um legado, o seu nome. Logo, porém, a estrutura corporativa precisa estar preparada para isso, o tempo hoje pede essa reformulação na relação com o trabalho. As pessoas, principalmente os jovens estão buscando um propósito de vida por meio do trabalho. 


Ser feliz, neste novo cenário, logicamente é conseguir ser mais produtivo. Muitas pesquisas nos últimos anos, vem apontando, que quanto mais felizes somos no trabalho, maior é nossa produtividade. Um estudo feito pela Universidade de Warwick, no Reino Unido, mostra que em um ambiente de trabalho descontraído, com funcionários bem tratados e felizes, é possível aumentar a produtividade em 12%. Logo, trabalhadores mais felizes são os que mais contribuem para o avanço das empresas.


A felicidade, muitas vezes pode ser difícil de ser alcançada porque o ser humano tem uma “tendência” para a negatividade. Para mudar esse comportamento, existem recursos que podem ajudar, como: praticar meditação, terapia, ingerir alimentos que liberem a serotonina, ou outra atividade que ofereça sentimentos de segurança e positividade. Além disso, é importante saber equilibrar as emoções, o que não quer dizer que se você for feliz não haverá problemas em sua vida. É preciso encarar que a vida está cheia deles, o que pode ser feito é buscar uma forma diferente de abordar esses problemas.


Valorizar os instantes que vivemos diariamente e praticar a gratidão pelos bens, pelas oportunidades que temos, contribui para contrabalançarmos os momentos difíceis que vivemos, para que possamos tornar a vida mais agradável. A lembrança constante de tudo de bom que estamos realizando e dos momentos felizes da nossa vida, ajuda a preservar a felicidade dentro de nós, na nossa consciência, tornando-a um hábito. Refletir o que temos de bom deve servir para o nosso próprio bem, assim como de todos aqueles que nos cercam.

Mais opiniões

Content on this page requires a newer version of Adobe Flash Player.

Get Adobe Flash player