Seja bem vindo ao Celeiro do Norte, Sinop/MT, 03/06/2020
-- de 06 de
A espiritualidade do Natal



O Natal se torna uma realidade concreta em nossa vida quando somos capazes de sair do nosso pequeno mundo e irmos  ao encontro do mundo maior, o de cada pessoa que precisa de nossos gestos de atenção e de nosso carinho.


O clima de Natal aponta para a espiritualidade do pequeno, do encarnado, do encontro, da solidariedade, da luz e do amor. Tanto Nazaré como Belém eram tão pequenas, inexpressivas, que jamais se podia imaginar vir de lá alguém que mudaria os rumos da História. O povo se surpreende: “De onde lhe vem isto?’ – diziam. ‘Que sabedoria é esta que lhe foi dada?’” (Mc 6,2).


Espiritualidade encarnada, Jesus Cristo, o filho de Deus,  torna-se um de nós; é o Deus-conosco. Podemos vê-lo face a face. É o filho de Maria e José. Tem até profissão! “Não é ele o carpinteiro?” (Mc 6,3). A partir dele, para se “ver” e encontrar Deus, não é preciso esperar o “fim dos tempos”. Ele está no caminho, nos pequenos, nas crianças.


O Natal propõe uma espiritualidade encarnada. O evangelista Lucas, no capítulo 2, narrando o nascimento de Jesus, faz-nos compreender isto apontando atitudes como tiveram  os pastores ao encontrar o recém-nascido em Belém,  atitudes de escuta e de percepção dos sinais de Deus. Sentiram-se envolvidos por Deus: “A glória do Senhor os envolveu de luz”.  Foi   nos campos onde guardavam os rebanhos, que ouviram a boa notícia; “Nasceu para nós o Salvador”. Os pastores acolhem o anúncio e acreditam no sinal: “Encontrareis um recém-nascido, envolto em faixas e deitado numa manjedoura”.


Outra atitude, aparentemente singela, mas tão importante como a anterior, na espiritualidade do Natal, é a comunitária. Diz Lucas: “Os pastores disseram uns aos outros: ‘Vamos a Belém, para ver a realização desta palavra que o  Senhor nos deu a conhecer’”. Para encontrar Jesus é preciso seguir um caminho. Por este caminho, os pastores foram “às pressas”. Então, aparece mais um elemento da espiritualidade deste tempo: o encontro. “Encontraram Maria e José, e o recém-nascido deitado na manjedoura.” Neste encontro, o clima é de partilha, solidariedade, alegria e festa. “Contaram as palavras que lhes tinham sido ditas  a respeito do Menino. Todos os que ouviram os pastores ficavam admirados.


Para encontrar Jesus, é preciso ultrapassar fronteiras, romper limites, ir além do poder, ser missionário. É preciso ter olhos para ver a estrela de Jesus e partir. Foi o que fizeram os magos do Oriente. Eles foram e viram o Menino. “Sentiram uma alegria muito grande” (Mt 2, 10). O outro rei, Herodes, ficou aguardando informações, cultivando maus desejos no coração; destruir o pequeno rei dos Judeus, com quem temia a disputa do poder. Os poderosos não têm tempo para homenagens a um recém- nascido, não têm tempo para Deus, não enxergam a estrela.


           E você querido irmão consegue enxergar a Estrela? Consegue ouvir  a voz dos Anjos? Ou o teu  “natal” se resume numa grande “ceia” recheada de presentes, chocolates, amigos e até “bebedeiras”?  O “aniversariante” é Jesus e a Grande festa é pra Ele. Você pode fazer tua festa em família para comemorar o seu nascimento mas, jamais esquecer de ir à Igreja para louvá-lo com a comunidade e jamais pode deixar de se lembrar do irmão faminto que irá dormir com fome ou abandonado nas ruas, hospitais, asilos, orfanatos ou mesmo os idosos em suas casas.


      Pense com muito amor e faça algo diferente neste NATAL. Que tal você ir cear na casa de uma família humilde, partilhar com  ela seus alimentos , tua fé e teus presentes?. Um Santo Natal a todos.


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